O calendário diz-nos que o Verão está por dias. O tempo, esse, tem andado um pouco às avessas. Mesmo tendo que contar com um fresquinho fora de época, nem por isso deixámos de assinalar, em festa, o fecho de mais uma época desportiva.
Bem cedo, um esforçado bácoro começou a dar voltas no espeto. Ao lado, havia bica aberta pelo que os condimentos para uma bela jornada estavam lançados.
Mantendo a tradição, procedeu-se à entrega de lembranças a todos os membros e distinguiram-se alguns. Mais uma vez, também, o Hélder não quis que a ocasião passasse sem o bolo comemorativo.
Com o fresquinho a aumentar foi necessário mudar a base de operações. Chegou-se à frente o nosso mais velho abrindo as portas de sua casa para que a festa se prolongasse até mais tarde.
Está de parabéns o nosso triunviratum directivo que não deixou nada ao acaso. Também por isso, o prémio não tardou a chegar - foram reconduzidos para novo mandato por aclamação.
Pois é. Ainda há bocado era Setembro e já estamos em Junho. Cumpriu-se mais uma época, a terceira. Tal como as anteriores passou a correr, ou então é a nossa percepção do tempo que começa a causar preocupação.
A despedida (com um até já) merece honras de primeira página. Por isso aqui fica a convocatória.
Chegaram aos 50 jogos mais dois membros da família. Raramente terminam um jogo mas, mesmo aos bochechos, já chegaram ao Clube Prestígio. Primeiro o Vítor Hugo, na nossa visita às Caldas. Depois o Cesário, no passado Sábado. De onde vêm então os outros dois senhores que aparecem na foto?
Pois, é verdade que não chegaram àquela marca de equipamento vestido mas há muito que mereciam a distinção. Lesionado logo no início da época, o Zé Luís, mesmo assim, não falhou um jogo e de tal forma lhe tomou o gosto que para o ano ainda não sabe se vai calçar as chuteiras ou se vai continuar a dar-nos música.
Quanto ao outro senhor da fotografia há muito que pendurou as botas mas, nem por isso, a sua entrega e abnegação esmorecem. Está sempre lá para o que der e vier e até ver ainda não nos falou em PEC nenhum. Sinal de que as nossas finanças ainda não entraram em colapso.
Mais um derby mas não um derby qualquer. Pela primeira vez na história destas duas colectividades as forças mediram-se longe da terra batida. E, o mínimo que pode dizer-se é que ninguém estranhou a mudança.
Jogo animado, com domínio repartido e oportunidades bastantes para subir o marcador para os dois lados. Com o vento pelas costas começámos melhor ameaçando a baliza adversária em algumas situações. Chegámos mesmo à vantagem com um remate de fora da área, pleno de colocação (o presidente pediu-me para caprichar na descrição do golo mas, aqui para nós, não foi nada de especial (!!!)).
Um pouco contra a corrente haveríamos de sofrer o empate num remate que começou por parecer inofensivo e transviado e depois, por artes do diabo, tomou, sorrateiro, o caminho da baliza.
Entrámos na segunda parte com cinco rapazes com os cinquenta dobrados e com o vento a dar na cara. Temeu-se o pior mas a réplica foi animosa e até desperdiçámos duas ocasiões de golo "cantado". Quem não desperdiçou foi o artista que nos havia tramado na 1.ª parte. Credite-se-lhe o mérito de o ter feito, desta vez, com esmerada intenção.
Registo para a extrema correcção presente em todo o jogo com as duas equipas a respeitarem-se mutuamente.
Nota ainda para o número de jogadores (se assim se podem chamar) que apresentámos neste jogo. Com as portas a fechar, batemos o record de presenças na época o que abre excelentes perspectivas para a próxima temporada depois de um período em que algumas vozes já questionavam a nossa sobrevivência. VIVOS e bem VIVOS portanto!
A jornada ficou completa com o tradicional encontro à mesa. Aqui, pelo contrário, o palco foi o do costume, quer para uns quer para outros.
Sábado, 5 de Junho de 2010
Campo do Outeiro da Fonte
CRC 22 JUNHO - 2 X ADR BARREIROS - 1 (1-1 int.)
ADRB - Nélson; Claudino, Horácio, Paulo Alves e Armindo; Cesário, Vítor Hugo, Jaime e Rui Góis; J. Alexndre e Norberto
Sup. Utilizados - Fernando, Cláudio, Roleiro, Hélder, Albertino, Jorge Pires e Paulo Freitas
A perspectiva de jogar num pelado numa altura em que a chuva já fez as despedidas não era de facto muito animadora. Os nossos amigos de Amor não estiveram com meias medidas e, vai daí, decidiram mudar o cenário do jogo do próximo Sábado. Um gesto que nos deixa obviamente muito satisfeitos e que registamos.